Desenrola cria cultura que ignora razão do endividamento recorde, diz pesquisador do 'Brasil dos boletos'
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Veja o que foi divulgado recentemente. 'O parcelamento entra em todas as frentes da vida, inclusive para comprar alimentos e roupas', aponta Kauê Lopes dos Santos AFP via Getty Images O investimento em programas de renegociação de dívidas mostra que o governo brasileiro está atento aos problemas da população e funciona como uma injeção de renda para permitir a volta ao consumo, nova-proposta-do-ira-para-ence-efc5ef/" title="Trump afirma que vai analisar nova proposta do Irã para encerrar guerra">analisar-nova-proposta-do-ira-para-ence-efc5ef/" title="Trump afirma que vai analisar nova proposta do Irã para encerrar guerra">afirma o geógrafo Kauê Lopes dos Santos, que estuda a cultura da compra parcelada nas periferias de São Paulo.
Vale destacar que Por outro lado, diz o professor da Universidade de Campinas (Unicamp), programas como o Desenrola, que teve sua segunda versão lançada oficialmente pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana, podem criar uma cultura de renegociação de débitos que não resolve o problema estrutural causado pelo consumo via crédito no Brasil. "Essas iniciativas são importantes, porque mostram que o governo está atento aos problemas da sociedade e não simplesmente agindo como se essa fosse uma questão apenas entre a população e os bancos ou redes de varejo", diz Lopes dos Santos, autor do livro Parcelado (Editora Fósforo). Desenrola 2.0: Bancos dizem que vão iniciar após ajustar operações "Mas, como muitas políticas públicas, tem um impacto de curto e médio prazo." Segundo o pesquisador, programas como o Desenrola 2.0 podem criar uma cultura de renegociação que podem "complexificar o jogo".
"Pode criar uma lógica de resolver sempre no curto prazo, sem buscar entender as questões mais estruturais", diz. A iniciativa, lançada oficialmente na segunda-feira (4), prevê a renegociação de dívidas com descontos e condições facilitadas de pagamento, incluindo juros menores. Podem aderir pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. O programa é uma reedição do pacote de medidas que operou entre 2023 e 2024. Continue acompanhando pra nao perder as novidades.
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