Senado dos EUA bloqueia renovação de lei que permite espionagem no exterior
A novidade esta movimentando o setor. Anúncio no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC AFP O Senado dos Estados Unidos bloqueou, nesta sexta-feira (5), a legislação que renovaria os poderes dos serviços de inteligência para espionar cidadãos no exterior.
Segundo apurado, A oposição democrata conseguiu reunir alguns votos republicanos, que detêm a maioria na Câmara, para dificultar a aprovação desta lei, que expira em 12 de junho. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (Foreign Intelligence Surveillance Act, FISA) permite que as agências de inteligência americanas coletem comunicações de alvos estrangeiros fora do país, mesmo quando estes se comunicam com pessoas que estão nos Estados Unidos. Os funcionários a descrevem como uma ferramenta vital contra o terrorismo e a espionagem, mas os grupos de liberdades civis e parlamentares preocupados com a privacidade afirmam que ela permite o acesso, sem ordem judicial, às comunicações de cidadãos americanos.
Embora a Seção 702 expire em 12 de junho, algumas de suas operações consideradas vitais para a segurança nacional podem continuar em vigor mediante autorização judicial. Os democratas estão descontentes com a nomeação, esta semana, de Bill Pulte, um alto funcionário do governo de Donald Trump, como novo diretor interino de Inteligência Nacional. O Comitê de Inteligência do Senado estava perto de chegar a um acordo bipartidário, após meses de negociações, para estender a Seção 702 por três anos, mas estas negociações agora voltam à estaca zero. Até a última terça-feira, Pulte era o diretor da Agência Federal de Financiamento da Habitação, sem experiência prévia em temas de segurança nacional ou inteligência, e considerado muito próximo do presidente Trump. Acompanhe mais conteudos como esse no site.
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